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Ultramontanismo e protestantismo no período regencial: uma análise da crítica panfletária dos padres Perereca e Tilbury à missão metodista no Brasil

Presentado en: 
2o. Simpósio Nordeste da ABHR:"Conflito e Intolerância religiosa no Brasil do século XIX: uma análise a partir das disputas entre regalistas e ultramontanos, sobre a vinda de protestantes ao Brasil"
Fecha: 
2015/09/25
Resumen: 
Situado ao lado daquelas experiências socioculturais que compõem a modernidade ocidental, o processo de formação do Estado e da Nação brasileiros implicou articulações complexas entre poder político e religioso, envolvendo um profundo debate teológico. Sob a longa vigência do modelo regalista - que perpetuou o direito do padroado e a condição do catolicismo como religião oficial do Império -, os clérigos e leigos que adentraram a nova etapa constitucional, ocupando lugar de destaque nas esferas representativas, debateram questões plurais, dentre as quais se destaca o tema da “liberdade religiosa", diversamente focado por representantes do clero regalista e do catolicismo ultramontano. Atentos à historicidade comportada pela apropriação das doutrinas e pelas práticas institucionalizadas que estruturam o campo religioso, o presente artigo analisa uma polêmica específica, que então polarizou regalistas e ultramontanos, no período regencial: a questão da vinda de protestantes ao Brasil. Particularmente, analisa as publicações de dois padres publicistas ultramontanos, que se destacaram como principais opositores à vinda de metodistas ao Brasil: Luís Gonçalves dos Santos - apelidado de "Padre Perereca" - e William Paul Tilbury, sacerdote inglês que emigrara para o Brasil e aqui mudara de nome para Guilherme Paulo Tilbury. Do ponto de vista teórico, busca-se testar a pertinência do instrumental teórico de Pierre Bourdieu, ao tratar da configuração do “campo religioso” no Brasil da primeira metade do século XIX, revelando a natureza das disputas pelo capital religioso, entretecidas aos modelos alternativos de relacionamento entre Estado e Igreja.
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